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quarta-feira, 9 de julho de 2014

O HOMEM DE DEUS

COMO RECONHECER UM HOMEM DE DEUS





O que é um homem de Deus? Como podemos conhecê-lo? Quais são as suas marcas?

 Em primeiro lugar, o homem de Deus não é conhecido por realizar milagres extraordinários. Jesus advertiu claramente que muitos naquele dirão: “Senhor, não temos profetizado em teu nome, no teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres”? Então, Jesus dirá: Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade (Mt 7.22,23). O que dizer de João, o Batista que não fez nenhum milagre, mas tudo o que ele disse era verdade (Jo 10.41). Será que tudo que falamos é a verdade?

 Em segundo lugar, o homem de Deus não é conhecido pela sua erudição. Muitos pensam que, por terem uma excelente oratória capaz de arrebatar as multidões, faz dele um homem de Deus. Lembre-se que o Anticristo será um orador inigualável.

 Em terceiro lugar, o homem de Deus não é conhecido pela sua riqueza, fama e prestígio. Não, não. Paremos com esta falácia! O homem de Deus não é conhecido pelo seu carro importado, por seu anel de ouro, por sua magnífica casa. É tempo de discernimento. Pergunto aos nobres leitores: O que Jesus deixou ao partir deste mundo? O que Paulo deixou quando decapitado por Nero? Deixaram casas, riquezas, bens? Oh não senhores. Pelo contrário morreram pobres! Todavia até hoje falamos em seus nomes. Jesus, o Rei dos Reis, nosso Senhor e Salvador. Paulo nos legou 13 cartas que hoje são lidas, estudadas em todos os cantos do mundo.

 O apóstolo Paulo, em sua primeira carta a Timóteo 6.11-16 nos mostra quatro marcas de um homem de Deus. O homem de Deus é conhecido por aquilo de que ele foge, segue, combate e guarda. Vamos dissecar estes quatro verbos.

1) O homem de Deus é conhecido por aquilo de que ele foge
 (I Tm 6.11) Paulo diz: “Mas tu, ó homem de Deus, foge dessas coisas….”. De que coisas um homem de Deus deve fugir? Deve fugir da fama, das calúnias, das contendas e brigas que não levam a nada, da aparência do mal, das suspeitas maliciosas e, sobretudo, da ganância, ou seja, do amor ao dinheiro, que é a raiz de todos os males (I Tm 6.3-10). Quantos homens de Deus que profissionalizaram seu ministério? Começaram bem e, infelizmente estão terminado mal. Um homem de Deus não é apegado às coisas materiais. Ele não ama o dinheiro, mas o Senhor. Ele busca uma vida santa e sabe que a piedade, com contentamento, é grande fonte de lucro. Muitos homens e mulheres são escravos de Mamon. Prostram-se diante desse ídolo e naufragam no ministério. Alguém já disse: “Aquele que serve a Deus por dinheiro, servirá ao Diabo por salário melhor”.

2) O homem de Deus é conhecido por aquilo que ele segue 
(I Tm 6.11) O apóstolo continua: “…. segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância e a mansidão”. Um homem de Deus foge do pecado e segue a virtude. Sabe qual foi a pressa de José? Não foi ver seus sonhos realizados. Não. Foi fugir da mulher de Potifar! Ele foge da injustiça, mas busca o que é justo mais que o ouro e a prata. Ele foge da vida promíscua e impura e segue a piedade. Seu prazer não está no dinheiro, mas em Deus. Ele foge da incredulidade e segue a fé. Deleita-se na Palavra. Ele foge do estilo de vida inconstante daqueles que correm atrás do vento e segue a constância. Foge do destempero emocional e segue a mansidão.

3) O homem de Deus é conhecido por aquilo que ele combate
  (I Tm 6.12) O apóstolo ainda escreve: “combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna”. O que estamos combatendo? Alguns ministros estão se digladiando e tentando derrubar o próximo. Vejam estas reuniões de obreiros. É um querendo “puxar o tapete” do outro. A quem estamos combatendo? Será que nunca lemos, que a nossa guerra não é contra carne e sangue? (Ef 6.12). Por que tanta disputa por cargos e mais cargos que não levam a nada? Onde está a urgência da evangelização? Por que não combatemos as mais diversas heresias que percorrem em nossas igrejas? O ministério não é uma colônia de férias, é um campo de batalhas. Neste combate não há soldado na reserva. Todos devem combater! Timóteo deveria entender que o ministério cristão é uma luta sem trégua e sem pausa contra o erro e em prol da verdade. Ele deveria, como soldado de Cristo, engajar-se no combate certo, com a motivação certa. Há muitos obreiros que entram na luta errada, com as armas erradas e com a motivação errada. Timóteo não deveria brigar por causa de dinheiro, mas combater em defesa da fé verdadeira. Essa deve ser a nossa luta. O avanço do reino de Deus. 

 4) O homem de Deus é conhecido por aquilo que ele guarda 
 (I Tm 6.14) Finalmente, Paulo diz: “sem mácula e irrepreensível, guarda este mandamento até a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. Muitos obreiros haviam se desviado no caminho, como Demas. Outros haviam se intoxicado pelo orgulho, como Diótrefes. Outros haviam sido seduzidos pelos falsos mestres. Outros se corromperam com a ganância pelo dinheiro. Todavia, o homem de Deus deve guardar o mandamento, a Palavra de Deus, vivendo de maneira irrepreensível até a volta do Senhor Jesus. Um homem de Deus não negocia a verdade nem transige com seus absolutos. Um homem de Deus não se rende a tentação do lucro em nome da fé nem abastece seu coração com as ilusões de doutrinas estranhas às Escrituras. Um homem de Deus ama a Palavra, guarda a Palavra, vive a Palavra e prega a Palavra. Que o Deus Eterno levante homens de Deus com essas características; dispostos a fugir do pecado, a seguir a justiça, a combater o bom combate e a guardar a Palavra, vivendo uma vida exemplar e digna de ser imitada. Deus nos conceda essa graça. Amém!

 Autor: Pr Marcello de Oliveira

sábado, 5 de julho de 2014

A NATUREZA E ATRIBUTOS DE DEUS



Estamos preparados agora a descobrir pelas      Escrituras o modo do ser de Deus.
I. A NATUREZA DE DEUS
Duas expressões bastarão para indicarem a natureza de Deus.

1. DEUS É UM ESPÍRITO.
Temos estas palavras exatas da boca de Jesus em João 4:24. Este estatuído significa que Deus é puro, inteiro e unicamente um espírito. Um espírito pode habitar um corpo, mas um espírito puro não tem e não habita um corpo; pois Jesus disse outra vez depois da ressurreição: "Um espírito não tem carne e ossos como vós vedes que eu tenho" (Lucas 24:39). Conseqüentemente, nunca se diz de o homem ser um espírito enquanto habita o corpo. Diz-se que ele possui um espírito, mas, quando sua natureza mista se descreve, diz-se ser ele uma "alma vivente" (Gênesis 2:7; 1 Coríntios 15:45) antes que um espírito.
Também sabemos que Deus é um espírito puro, não possuindo ou habitando um corpo, por causa da Sua invisibilidade (Colossenses 1:15; 1 Timóteo 1:17; Hebreus 11:27) e por causa de Sua onipresença.
Isto nos traz a considerarmos aquelas passagens da Escritura que atribuem a Deus partes corporais tais como olhos e ouvidos, mãos e pés. Em vista do que já se disse, claro é que estas passagens se tomem num sentido figurado e simbólico. Semelhantes representações são conhecidas teologicamente como antropomorfismos.
Robert Young, autor de "Analytical Concordance to the Biblie", diz: "Sentimentos, ações e partes humanas se atribuem a Deus, não que elas estejam realmente n?Ele, mas porque tais efeitos procedem d?Ele como iguais àqueles que fluem de tais coisas nos homens".
Doutro lado, há outras passagens que são explicadas por A. H. Strong como segue: "Quando de Deus se diz como aparecendo aos patriarcas e andando com eles, as passagens são para ser explicadas como se referindo a manifestações temporárias dEle mesmo em forma humana, manifestações que prefiguram o tabernáculo final do Filho de Deus em carne humana" (Systematic Theology, pág. 120).
A personalidade de Deus está envolvida na Sua espiritualidade e portanto não é tratada como uma característica separada.

2. DEUS É UM.
Por este estatuído pensamos afirmar Sua unidade em toda a plenitude desse termo. Queremos dizer que há um só Deus e também queremos dizer que a Sua essência é homogênea, individida e indivisível.
Que há um só Deus, está ensinado em Deuteronômio 6:4; Isaías 44:6; João 17:3; I Coríntios 8:4; I Timóteo 1:17; 2:5. E é irracional, ainda mais, assumir a existência de uma pluralidade de deuses, quando um só explica todos os fatos. Também as passagens que representam Deus como infinito e perfeito (Cf. Salmos 145:3; Jó 11:7-9; Mateus 5:47-48) e provas indiretas de Sua unidade; porquanto infinidade e perfeição absolutas são possíveis a um só. Dois seres semelhantes não podiam existir, pois um limitaria o outro.
Que a essência de Deus é homogênea, individida e indivisível, é uma inferência necessária do fato que Deus é um espírito puro. Tudo quanto sabemos do espírito nos compele a crer que sua essência é simples e não composta.
J. P. Boyce dá as três seguintes razões para afirmar-se a unidade de Deus no sentido em que a estamos agora discutindo:

"1. Porque a composição (ou um por junto) envolve a possibilidade de separação, o que envolveria a destrutibilidade e mutabilidade, cada qual inconsistente com a perfeição absoluta e a existência necessária.

"2. A composição envolve um tempo de existência separada das partes componentes". Isto necessitaria de um tempo em que as partes existiram separadamente e, portanto, de um tempo em que Deus não existiu, ou "quando Ele existiu imperfeitamente, não tendo ainda recebido para Sua natureza essencial as adições feitas subseqüentemente, o que tudo é inconsistente com a perfeição absoluta e a essência necessária.

"3. Se as partes foram compostas, foram feitas por alguma força de fora, ou tem sido um crescimento em Sua natureza". E ambas essas idéias são inconsistentes com a perfeição absoluta e a existência necessária.
Todavia, a unidade de Deus não impede Sua trindade e Sua trindade não está de modo algum em discrepância com a Sua unidade. A trindade, como veremos mais claramente depois, consiste de três distinções eternas no mesmo ser e na mesma pura essência, distinções que nos são apresentadas sob a figura de pessoas.
II. OS ATRIBUTOS DE DEUS.
"O termo "atributo", diz J. M. Pendleton, "na sua aplicação a pessoa ou coisas, significa algo pertencente a pessoas ou coisas. Os atributos de uma coisa são tão essenciais a ela que sem eles ela não podia ser o que é; o que é igualmente verdade dos atributos de uma pessoa. Se um homem fosse despido dos atributos que lhe pertencem, ele cessaria de ser um homem, pois esses atributos são inerentes naquilo que o constitui um ser humano. Se transferirmos estas idéias a Deus, acharemos que os Seus atributos lhe pertencem inalienávelmente e, portanto, o que Ele é deve ter sido sempre. Os seus atributos são suas perfeições, inseparáveis de Sua natureza e constituindo o Seu caráter" (Christian Doctrines, pág. 42).
J. P. Boyce diz: "Os atributos de Deus são aquelas particularidades que marcam ou definem o modo de Sua existência, ou que constituem o Seu caráter. Não são separados ou separáveis de Sua essência ou natureza e contudo não são essa essência, mas simplesmente fundamento ou causa de sua existência nela, e são ao mesmo tempo as particularidades que constituem o modo e o caráter do Seu ser" (Abstract of Systematic Theology, pág. 65).
"Os atributos de Deus", segundo definição de A. H. Strong "são aqueles característicos distinguintes da natureza divina inseparáveis da idéia de Deus e que constituem a base e o fundamento para Suas várias manifestações às Suas criaturas. Chamamo-los atributos, porque somos compelidos atribuí-los a Deus como qualidades ou poderes fundamentais do Seu ser, para podermos dar conta racional de certos fatos constantes nas auto-revelação de Deus" (Systematic Theology, pág. 115).
É comum dividir-se os atributos de Deus em duas classes. Isto ajuda tanto à memória como ao entendimento. A estas divisões deram-se vários pares de nomes, tais como comunicável e incomunicável; imanente e transiente; positivo e negativo; natural e moral; absoluto e relativo. Estas duas últimas classificações foram adotadas nestes estudos.

1. ATRIBUTOS ABSOLUTOS.
Os atributos absolutos de Deus são aqueles que dizem respeito ao Seu Ser independente de Sua aliança com qualquer outra coisa.

(1) Auto-existência.
O ser de Deus é inderivado. Sua existência é auto-causada. Sua existência é independente de tudo o mais. A auto-existência de Deus está implicada em o nome "Jeová", que quer dizer "o existente" e também na expressão "Eu sou o que sou" (Êxodo 3:14), que significa que SER é a natureza de Deus.
A eternidade de Deus, que figura na segunda classe de atributos, também implica sua auto-existência. Se Deus existiu para sempre, então Sua existência é uma auto-existência necessária, inderivada, autocausada. Auto-existência é um mistério que é incompreensível ao homem; todavia, uma negação dela envolveria a nós outros num maior mistério. Se não existe no universo alguma pessoa auto-existente, então a ordem presente de coisas veio a existir do nada, sem causa ou criador. Elas não podiam ter sido o produto de mera energia, porquanto a energia é a propriedade tanto da matéria como da vida. E desde que a ciência provou que a matéria não é eterna, cabe-nos assumir uma pessoa eterna e portanto auto-existente como explicação da presente ordem de coisas.

(2) Imutabilidade.
Notai as seguintes afirmações:
"Por imutabilidade definimos a Deus como imutável na Sua natureza e nos Seus propósitos" (E. Y. Mullins, The Christian Religion in its Doctrinal Expression, págs. 223, 224).
"Por imutabilidade de Deus defini-se que Ele é incapaz de mudar, tanto na duração da vida, como em a natureza, no caráter, na vontade ou felicidade. Em nenhuma destas, nem em nenhum outro respeito, há qualquer possibilidade de mudança" (J. P. Boyce, Abstract of Systematic Theology, pág. 73).
A imutabilidade está implicada em infinidade e perfeição. Qualquer mudança, quer para melhor, quer para pior, implica imperfeição e finidade tanto antes como depois.
As principais passagens que ensinam a imutabilidade geral de Deus são Salmos 102:27; Malaquias 3:6; Tiago 1:17.
As seguintes passagens ensinam especificamente a imutabilidade da vontade de Deus: Números 23:19; I Samuel 15:29; Jó 23:13; Salmos 33:11; Provérbios 19:21; Isaías 46:10; Hebreus 6:17.
As passagens precedentes dão-nos declarações positivas e absolutas. Todas as passagens que representam Deus como se arrependendo, tais como Gênesis 6:6,7; Êxodo 32:14; I Samuel 15:11; Salmos 106:45; Amos 7:3; Jonas 3:10 e as que de qualquer maneira parecem implicar ou sugerir qualquer mudança nos propósitos de Deus, devem ser explicadas à luz delas. Estas últimas contêm antropomorfismos.
Ao comentar Êxodo 32:14, diz A. W. Pink: "Estas palavras não querem dizer que Deus mudou de mente ou alterou Seu propósito, porque Ele é "sem variação ou sombra de mudança" (Tiago 1:17). Nunca houve e nunca haverá a menor ocasião de o Todo-Poderoso efetuar o mais leve desvio do Seu eterno propósito, pois tudo foi a Ele pré-conhecido desde o principio e todos os Seus conselhos foram ordenados por infinita sabedoria. Quando a Escritura fala de Deus arrepender-se, ela emprega uma figura de retórica em que o Altíssimo condescende em falar na nossa linguagem. O que se intenta pela expressão acima é que Jeová respondeu a oração de um mediador típico.
E, sobre tais passagens, diz J. P. Boyce; "Pode ser asseverado que estas são meramente antropomórficas, visando simplesmente a inculcar sobre os homens Sua grande ira pelo pecado e Sua ardente aprovação do arrependimento daqueles que tinham pecado contra Ele. A mudança de conduta no homens, não em Deus, mudará a relação entre eles e Deus. O pecado os fizera suscetíveis do Seu justo desprazer. O arrependimento os trouxera para dentro das possibilidades de Sua misericórdia. Não os tivesse Ele tratado diferentemente, então teria havido uma mudança n?Ele. Sua própria imutabilidade fá-lo necessário que Ele trate diferentemente os que são inocentes e os que são culpados, os que se endurecem contra Ele e os que se viram para Ele por misericórdia com corações arrependidos" (Abstract of Systematic Theology, pág. 76).
Devemos do mesmo modo entender todas as alusões que parece indicarem uma sucessão de emoções em Deus. Todas as emoções em Deus existem lado a lado uma da outra no mesmo momento e assim tem sido desde toda a eternidade. Ele se tem sempre agradado da justiça e desagradado do pecado. E desde toda a eternidade conheceu toda a justiça e todo o pecado. O pecado expõe o homem ao desprazer de Deus. A justiça o sujeita ao prazer de Deus. A passagem do desprazer ao prazer de Deus efetua-se por uma mudança no homem e não em Deus. O sol derrete a cera, mas, se a cera pudesse ser mudada em barro, o sol a endureceria. Representaria isso qualquer mudança que fosse no sol?
A oração não muda Deus: ela muda-nos e as coisas e as circunstâncias com que temos de tratar; mas não muda Deus. Jamais teremos a justa atitude para com Deus enquanto pensarmos que a oração é um meio de alcançarmos de Deus o que Ele não intentou fazer. Muito longe de a oração mudar a vontade de Deus, devemos orar segundo Sua vontade, se esperarmos obter uma resposta. Diz-nos João: "Esta é a confiança que temos nEle, que se pedirmos qualquer coisa segundo Sua vontade, Ele nos ouve" (I João 5:14). É o Espírito Santo que nos faz orar (Romanos 8:15; Gálatas 4:6), e é ao Espírito Santo que devêramos procurar por direção nas coisas que pedimos (Romanos 8:26). A oração, então, é a obra de Deus em nossos corações preparando-nos para o uso mais proveitoso e o desfruto mais grato de Suas bênçãos. É a Sua própria chave com que Ele destranca os diques do rio de Suas bênçãos. Nos sábios conselhos de Deus, antes da fundação do mundo, Ele ordenou a oração como um dos meios de execução da Sua vontade. A oração não muda Deus mais do que a fé do pecador arrependido muda Deus. Um e outro são simplesmente meios na realização do propósito eterno e imutável de Deus.

(3). Santidade.

A santidade de Deus é sua perfeita excelência moral e espiritual. Deus é perfeitamente puro, impoluto e justo em Si mesmo. Santidade é o fundamento de todos os outros atributos morais em Deus. A santidade de Deus tipificou-se nas vestes imaculadas do Sumo Sacerdote quando ele entrou nos Santo dos santo.
Diz R. A. Torrey: "O sistema inteiro mosaico de lavagens; divisões do tabernáculo; divisões do povo em israelitas comuns, levitas, sacerdotes e sumos sacerdotes, a quem se permitiam diferentes graus de aproximação a Deus, sob condições rigorosamente definidas; o insistir sobre sacrifícios como meios necessários de aproximação a Deus; as direções de Deus a Moisés em Êxodo 3:5, a Josué em Josué 5:15, o castigo de Usias em 2 Crônicas 26:16-26, as ordens rigorosas a Israel sobre aproximarem-se do Sinai quando Moisés falava com Deus - tudo visou a ensinar, acentuar e ferretear nas mentes e corações dos israelitas a verdade fundamental que Deus é santo, irrepreensivelmente santo. A verdade que Deus é santo é a verdade fundamental da Bíblia, do Velho e do Novo Testamento, da religião judaica e cristã" (What The Bible Teaches, pág. 37).
As seguintes passagens da Escritura são as principais a declararem a santidade de Deus: Josué 24:19; Salmos 22:3; 99:9; Isaías 5:16; 6:3; João 17:11; 1 Pedro 1:15,16.
A santidade de Deus fá-Lo aborrecer o pecado e, portanto, provoca Sua justiça, a qual consideraremos sob os atributos relativos.


(1) Eternidade.
Isto quer dizer que Deus não teve princípio e que Ele não pode ter fim. Quer dizer também que Ele de modo algum está limitado ou condicionado pelo tempo. A. H. Strong diz: "Deus não está no tempo. Mais correto é dizer que o tempo está em Deus. Conquanto haja sucessão lógica nos pensamentos de Deus, não há sucessão cronológica" (Systematic Theology, pág. 130).
Deus vê os eventos como tendo lugar no tempo, mas desde toda a eternidade esses eventos têm sido os mesmos para Ele como depois que aconteceram. A eternidade tem sido descrita como segue: "A eternidade não é, como os homens crêem, antes e depois de nós, uma linha sem fim. Não, é um circulo, infinitamente grande, toda a circunferência com a criação aglomerada; Deus reside no centro, contemplando tudo. E, ao passo que nos movemos nesta eterna volta, a porção finita que só vemos, atrás de nós está o passado; o que nos fica adiante chamamos futuro; mas para Ele que reside no centro, igualmente afastado de todo o ponto da circunferência, ambos são iguais, futuro e passado" (Murphy, Scientific Basis, pág. 90).
(2) Onipresença.
Por onipresença de Deus quer dizer-se que Deus está presente no mesmo momento em toda a Sua criação.
A onipresença de Deus está bela e incisivamente declarada no Salmos 139:7-10 e em Jeremias 23:23,24.
Aquelas passagens que falam de Deus como estando presente em lugares especiais são para se entenderem como referindo-se a manifestações especiais e transcendentais de Deus. Assim se fala de Deus como uma habitação no céu, porque é lá que Ele faz a maior manifestação de Sua presença.

(3) Onisciência.

Desde toda a eternidade Deus possuiu todo o conhecimento e sabedoria. João declara que Deus "conhece todas as coisas" (1 João 3:20). A onisciência de Deus pode ser argüida de Sua infinitude. Em toda a parte da Escritura Ele está retratado como um ser infinito. Assim Seu conhecimento deve ser infinito. A onisciência pode ser também argüida da imutabilidade. Se Deus não muda, como a Escritura declara, então Ele deve ter possuído todo conhecimento desde o princípio; doutra sorte Ele estaria aprendendo continuamente e isso por si mesmo constituiria uma mudança nEle e conduziria necessariamente ainda a mais mudanças manifestas.
Mais ainda: a necessidade de onisciência da parte de Deus pode ser vista em Efésios 1:11, a qual diz que Deus "Opera todas as coisas segundo o conselho de Sua própria vontade". Só um ser onisciente podia operar todas as coisas segundo o conselho de sua própria vontade.

(4) Onipotência.
Deus possui todo o poder. Em Gênesis 17:1 Deus declara: "Sou um Deus Todo-poderoso". Este título se aplica a Ele vezes sem conta na Escritura. Significa este título que Ele possui toda potência ou força. Lemos de novo em Mateus 19:26: "Com Deus todas as coisas são possíveis". Muitas outras passagens declaram a onipotência de Deus.
A onipotência de Deus não significa, sem duvida, que Ele pode fazer coisas que são logicamente absurdas ou coisas que são contra a Sua própria vontade. Ele não pode mentir, porque a santidade do Seu caráter obsta a que Ele queira mentir. E Ele não pode criar uma rocha maior do que Ele pode erguer; nem tanto uma força irresistível como um objeto inamovível; nem Ele pode traçar uma linha entre dois pontos mais curta do que uma reta; nem botar duas montanhas adjacentes uma à outra sem criar um vale entre elas. Ele não pode fazer qualquer dessas coisas porque elas não são objetos de poder: são autocontraditórias e logicamente absurdas; violariam as leis de Deus por Ele ordenadas e O fariam atravessar-se a Si mesmo.
(5) Veracidade.
Por veracidade de Deus quer dizer-se Sua veracidade e fidelidade na Sua revelação às suas criaturas e no trato com elas em geral, em particular com o Seu povo redimido.
Algumas das passagens que estabelecem a veracidade de Deus são: João 9:33; Romanos 1:25; 3:4; 1 Coríntios 1:9; 2 Coríntios 1:20; 1 Tessalonicenses 5:24; Tito 1:2; Hebreus 6:18; 1 Pedro 4:19.

(6) Amor.
Usa-se na Bíblia o amor em diferentes sentidos quando atribuídos a Deus nos Seus tratos com Suas criaturas. Algumas vezes refere-se a mera bondade na concessão de benefícios naturais sobre todos os homens (Salmos 145:9; Mateus 18:33; Lucas 6:35; Mateus 5:44,45). O amor redentor de Deus, por outro lado, é soberano, discriminante e particular. Ele diz: "Amei a Jacó e detestei a Esaú" (Romanos 9:13). E de Deus se declara enfaticamente: "Detestas a todos os obradores de iniqüidade" (Salmos 5:5).
(7) Justiça.
A justiça de Deus está ensinada em Gênesis 18:25; Deuteronômio 32:4; Salmos 7:9-12; 18:24; Romanos 2:6.
Foi a justiça de Deus que fez necessário Cristo morrer para que os homens pudessem ser salvos. A justiça de Deus torna impossível Deus deixar que o pecado passe impune. A morte de Cristo tornou possível que Ele fosse justo e contudo justificador de pecadores crentes (Romanos 3:26).
No sacrifício de Jesus cumpriu-se a Escritura que diz: "A misericórdia e a verdade se encontraram, a justiça e a paz se beijaram" (Salmos 85:10).
A salvação dos crentes é um ato de graça para com eles; contudo, é um ato de justiça a Jesus Cristo que morreu em lugar de todos que crêem.

Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.
Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos, 2004
Revisão: Charity D. Gardner e Calvin G Gardner, 05/04
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

VERACIDADE BÍBLICA(P1) 


PROVAS DA INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA

Se você pensa que a Bíblia é como qualquer outro livro que jamais foi escrito – continue lendo. Quando terminar este texto... VOCÊ RECONHECERÁ QUE AQUELE LIVRO É ATORDOANTEMENTE MARAVILHOSO! Mas a Bíblia foi escrita milhares de anos atrás. E nós estamos no século 21! Temos visto o homem ir à lua. Temos visto a humanidade dar grandes passos na conquista dos mistérios mais escondidos do universo. A Bíblia foi escrita milhares de anos atrás por homens com um conhecimento muito mais limitado que o nosso.Com seus limitados conhecimentos, como poderiam eles ter sabido de certas coisas?  
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LUCAS 17:30-34"Assim será NO DIA em que o Filho do homem se há de se manifestar...NAQUELE DIA, vos digo, NAQUELA NOITE..." Ninguém nos dias de Lucas pensou que poderia existir dia e noite ao mesmo tempo! Eles pensavam que a terra era plana! Lucas foi escrito em torno do ano 65 d.C. Como sabia Lucas de algo que os cientistas não souberam até o século 16? 
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ISAÍAS 40:22"Ele é o que está assentado sobre o CÍRCULO DA TERRA”. Como, no ano 700 a.C., sabia Isaías que a terra era redonda? Os cientistas dos dias de Isaías pensavam que a terra era plana. Não descobriram que a terra era redonda até o princípio dos anos 1500, quando Magalhães navegou ao redor do mundo. Como é que Isaías sabia de algo mais de 2000 anos antes da ciência?
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JÓ 26:7"... e suspende a terra sobre O NADA”. Durante o tempo de Jó, era crido que um deus chamado Atlas sustentava a terra sobre os seus ombros! Ninguém acreditava que a terra “pairava sobre O NADA!" Jó é o mais antigo livro na Bíblia! Foi escrito há mais de 3500 anos atrás! Como é que Jó soube de algo IMPOSSÍVEL saber durante os seus dias?
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GÊNESIS 2:7"E formou o SENHOR Deus o homem do PÓ DA TERRA, e soprou em suas narinas o fôlego de vida; e o homem foi feito alma vivente". ”. Seguramente, você não toma Gênesis seriamente, toma? Em novembro de 1982, Seleções do Reader's Digest incluiu um artigo com o título “Como a Vida na Terra Começou”. Este artigo declarou que os ingredientes necessários para fazer um ser humano podem ser encontrados NO BARRO. O artigo disse, ainda, “O cenário descrito pela Bíblia quanto à criação da vida vem a ser NÃO MUITO DISTANTE do alvo". Não, a Bíblia não passou "não muito distante do alvo" – ela atingiu exatamente o alvo! Os cientistas têm rido da possibilidade de Gênesis ter qualquer credibilidade científica, todavia - quanto mais aprendemos, mais descobrimos que a Bíblia é CIENTIFICAMENTE EXATA!
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GÊNESIS 2:7 - E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.Pó da terra = sódio (Na+), potássio (K+), cloreto (Cl-), cálcio (Ca2+), magnésio (Mg2+), bicarbonato (HCO3-), fosfato (PO42-), sulfato (SO42-), Ferro (Fe).

Corpo Humano = sódio (Na+), potássio (K+), cloreto (Cl-), cálcio (Ca2+), magnésio (Mg2+), bicarbonato (HCO3-), fosfato (PO42-), sulfato (SO42-), Ferro (Fe).

Como pode, os mesmos componentes.

COINCIDÊNCIA????

Quando morremos nosso corpo não vira porpurina como alguns pensam, nosso corpo volta ao pó, vira pó novamente.
Planeta Terra = 70% de Água
Corpo Humano = 70% de Água
NOSSA, OUTRA COINCIDÊNCIA. COMO PODE?
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SALMO 8:8 "... tudo o que passa pelas VEREDAS DOS MARES”. Depois de ler Salmo 8:8, Matthew Maury, um oficial da Marinha dos Estados Unidos, lançou-se ao empreendimento de localizar estes curiosos “caminhos nos mares”. Descobriu que os oceanos têm caminhos que fluem através deles. Maury se tornou conhecido como "o descobridor das correntes marítimas". Como é que Davi (o escritor do Salmo 8) soube, há mais de 2000 anos atrás, que havia “caminhos nos mares”? Davi, provavelmente, nunca sequer viu um oceano! COMO É QUE ELE SOUBE?
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ECLESIASTES 1:7"Todos os rios vão para o mar e, contudo, o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr." Como é que o escritor de Eclesiastes sabia do ciclo de condensação e evaporação da água? O sol evapora a água do oceano, o vapor da água sobe e se transforma em nuvens, a água nas nuvens cái de volta para a terra como chuva, se ajunta formando rios, e estes correm de volta para o oceano. Isto não foi conhecido até ser descoberto por Galileu, em 1630! Como é que o escritor de Eclesiastes soube disto no ano 1000 a.C, 2500 ANOS ANTES QUE A CIÊNCIA?
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LEVÍTICO 15:11"Quando, pois, o que tem o fluxo, estiver limpo do seu fluxo, contarse-ão sete dias para a sua purificação, e lavará as suas roupas, e banhará a sua carne em ÁGUAS CORRENTES, e será limpo". Deus disse para lavar a carne infectada em ÁGUA CORRENTE. A ciência não descobriu aquilo até surgirem dois homens chamados Pasteur e Koch, nos finais dos anos 1800. Todos os médicos de um hospital lavavam suas mãos em uma mesma bacia de água, dia após dia, e disseminavam os germes com a velocidade, facilidade e mortandade com que fogo se espalha num capinzal seco. Não foi até a invenção do microscópio e o surgimento da ciência da bacteriologia que os médicos começaram a lavar as mãos em ÁGUA CORRENTE. .. Levítico foi escrito em torno de 1490 a.C. A CIÊNCIA FICOU CERCA DE 3000 ANOS ATRASADA! Não é embaraçoso o quanto a ciência sempre se atrasa atrás daquele Livro tão maravilhoso?!
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JÓ 38:19"Onde está O CAMINHO onde mora a luz? E, quanto às trevas, onde está o seu lugar?”. Como é que Jó não disse onde É O LUGAR aonde a luz mora? Porque a luz está sempre se movendo. Como é que Jó soube de algo no ano 1500 a.C. que a ciência não soube até Einstein? Como podem os homens que escreveram a bíblia, com o limitado conhecimento científico da época deles,... SEREM TÃO À FRENTE DA CIÊNCIA?
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ECLESIASTES 1:6"O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta FAZENDO OS SEUS CIRCUITOS”. Como é que o escritor de Eclesiastes soube que o vento viaja formando circuitos? Como é que o escritor soube de algo que os aerologistas e os meteorologistas descobriram há tão pouco tempo? PENSE A RESPEITO DISSO! Como podem estes homens, com o limitado conhecimento científico da época deles, milhares de anos atrás, estar tão adiantados com relação à ciência?
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PROVÉRBIOS 6:6-8"Vai ter com a formiga... na sega ajunta o seu mantimento..." Life’s Nature Library, em “Os Insetos” ao comentar sobre Provérbios 6, disse: "Um dos enigmas entomológicos do último século diz respeito a esta observação por Salomão. Não havia nenhuma evidência de que formigas, realmente, faziam colheitas de grãos. Em 1871, entretanto, um naturalista britânico mostrou que Salomão, afinal de contas, tinha estado certo..." Como Salomão soube aquilo no ano 1000 a.C.? Como Salomão, claramente, detalhou um FATO científico que era IMPOSSÍVEL que ele o soubesse no ano 1000 a.C.?
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PROVÉRBIOS 17:22"O coração alegre é como o BOM REMÉDIO..." Um artigo no The Birmingham News, intitulado “Rir: Receita para Saúde”, disse que as mais RECENTES evidências médicas revelam que “A algum ponto durante o riso, seu corpo recebe UM MEDICAMENTO PRESCRITO, vindo da farmácia que está no seu cérebro”. Como é que o escritor de Provérbios soube daquilo – 3000 ANOS ANTES DA CIÊNCIA MÉDICA?
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LEVÍTICO 17:11"Porque a vida da carne está no sangue..." Esta é a mais acurada declaração científica, jamais feita, a respeito do sangue!É o sangue que dá continuidade a todos os processos da vida, no corpo. É o sangue que causa o crescimento, constrói novas células, faz crescer o osso e a carne, armazena gordura, faz cabelo e unhas. É o sangue que alimenta e sustenta todos os órgãos do corpo. Se o suprimento de sangue for cortado de um braço, este imediatamente começará a morrer e apodrecer. É o sangue que repara o corpo, que cicatriza as feridas, que faz crescer nova carne, nova pele e mesmo novos nervos. É o sangue que combate às doenças. Quando uma vacina contra uma doença lhe é dada, aplica-se uma injeção na sua corrente sanguínea. Por milhares de anos, os médicos tratavam as pessoas com uma prática chamada de “sangria”. Pensavam que doenças poderiam ser curadas através da extração de sangue. Em 1799, George Washington foi, literalmente, sangrado até à morte. Os médicos sangraram o pobre George quatro vezes, da última vez tiraram mais de um litro de seu sangue! Eles não sabiam, mas estavam, literalmente, retirando a vida de George quando estavam extraindo o seu sangue. Não foi senão no início dos anos 1900 que um homem chamado Dr. Lister descobriu que o sangue provê o sistema imunológico aos corpos – A VIDA DA CARNE ESTÁ NO SANGUE! The Birmingham Post Herald, de 26 de fevereiro de 1988, contou a história de Mike Thomas. Ele estava trabalhando em um canteiro de construção civil, quando caiu de uma altura de 21 m. Enquanto caía, um cabo de aço se enrolou ao redor do seu braço e cortou-lhe fora a mão, poucas polegadas acima do pulso. Um colega de trabalho carregou para o hospital a mão que tinha sido separada do corpo. Por causa dos sérios ferimentos internos de Thomas, os médicos não puderam re-implantar sua mão naquele tempo. Ao invés disso, ligaram sua mão a vasos sanguíneos da parede do seu abdômen, para que pudessem “conservá-la viva”.Dois meses depois, os médicos removeram a mão do abdômen e a recolocaram de volta no braço de Thomas. De acordo com o relatório, UAB foi a primeira entidade médica da nação a realizar tal façanha! Exatamente, o que a Bíblia disse em 1490 a.C.! Continue alimentando aquela mão com sangue e ela continuará viva – A VIDA DA CARNE ESTÁ NO SANGUE! Você não acha isso estranho? Aquilo que Moisés escreveu em 1490 a.C , somente agora foi descoberto pelas mais brilhantes mentes que o homem pode produzir!
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A Bíblia diz que há fossos no mar (Gen. 7:11; Jó 38:16). "Por muitos séculos os homens consideraram a praia como pouco mais que uma extensão arenosa, baixia que vagava de um continente a outro. Então, em 1873, um grupo de cientistas britânicos desenvolvendo pesquisas no Oceano Pacífico descobriram um ‘recesso’ (fossa) de 35.800 pés de profundidade. Uma fossa é uma depressão longa, estreita no piso do oceano que parece um enorme talho com lados extremamente escarpados. A topografia e profundidade dessas fossas são usadas para distingui-las de outros vales e depressões nos oceanos. Os três principais oceanos têm fossas neles, mas o Pacífico é o mais renomado nessa questão. Extensos estudos foram feitos sobre a Fossa Marianas na costa de Guam. De fato, há vários anos uma equipe de pesquisa, usando o batiscafo Trieste viajou sete milhas abaixo em uma fossa. A Bíblia no entanto, mais uma vez continha esse conhecimento muito antes da humanidade tê-lo descoberto. Estudiosos bíblicos sabem que o uso da palavra hebraica tehom ("profundidade abissal - ver Gen 7:11) pode bem ser uma referência a tais fossas. Jó foi indagado por Deus: "Ou entraste tu até às origens do mar, ou passeaste no mais profundo do abismo?" (Jó 38:16) ...Sabemos agora, graças a anos de investigações científicas intensas e bem sucedidas - que tais ‘recessos’ realmente ocorrem nos oceanos do nosso planeta. Certamente, nosso conhecimento desses assuntos resultaram de importantes aquisições tecnológicas que cobrem muitas gerações. Mas onde o escritor do livro de Jó obteve essa informação? E como o salmista sabia usar uma palavra que retratasse as profundesas oceânicas? (‘Previsão Científica e Precisão Bíblica,’ Bert Thompson, Ph.D, Razão e Revelação, Outubro, 1993).
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Jó 28:25 diz que o ar tem peso. Só no século 17 Galileu descobriu que a atmosfera tem peso.
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A Bíblia diz que há fontes no mar (Jó 38:16). A ciência moderna descobriu que há milhares de fontes subaquáticas que acrescentam milhões de toneladas métricas de água nos oceanos a cada ano.
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A Bíblia descreve o caminho da luz e o lugar das trevas (Jó 38:19). Isto é cientificamente preciso. "A luz não está colocada num certo lugar ou situação. Nem ela simplesmente aparece ou desaparece instantaneamente. A luz viaja! Ela habita num ‘caminho’, sempre a caminho de algum outro lugar. Quando a luz pára de viajar, há trevas. Assim, a escuridão é estática, fica parada num lugar; mas a luz é dinâmica, habita um caminho. A ênfase nessas energias de luz, o espectro eletromagnético e a relação entre a matéria e a energia são todos os fenômenos do cosmos físico" (Dr. Henry Morris, O Notável Registro de Jó).
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A Bíblia descreve a partição da luz (Jó 38:24). Somente no século 17 foi descoberto que a luz passando por um prisma se divide em sete cores. Assim, "Isto deve se referir não apenas ao espectro da luz visível (vermelho a violeta) mas também aos sistemas físicos desenvolvidos em torno da entidade básica da luz" (Henry Morris).
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A Bíblia diz que a luz cria vento (Jó 38:24). Mas só em tempos recentes que a moderna ciência do clima descobriu que o vento é criado quando o sol esquenta a superfície da terra, provocando a subida do ar quente e a queda do ar mais frio, criando sistemas de clima.
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A Bíblia descreve o espantoso ciclo hidrológico (evaporação, circulação atmosférica, condensação, precipitação, escorrimento) (Jó 38:25-30; Ecl. 1:7). Isto foi criado no segundo e terceiro dias da criação (Gen. 1:6-10) e é um dos sistemas espantosos e importantes que permitem a procriação da vida na terra. E ainda o processo da evaporação e condensação só foi descoberto no século 17 e não completamente compreendido até o século 20.
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A Bíblia diz que os céus não podem ser medidos e as estrelas são inumeráveis (Gen. 22:17; Jer. 31:37).Antes da invenção do telescópio, os homens só podiam ver algumas centenas de estrelas no máximo. Ainda hoje sabemos que as estrelas são inumeráveis e o espaço parece ser infinito. Há 300 bilhões de estrelas só na nossa galáxia Via Láctea. Em 1999, observações feitas por astrônomos da NASA, usando o Telescópio Espacial Hubble, sugeriram que há 125 bilhões de galáxias no universo. A contagem mais atualizada de estrelas foi anunciada em Julho de 2003 como 70 sextilhões de estrelas observáveis (70,000,000,000,000,000,000,000). A equipe de cientistas que produziram este número incluiu Simon Driver da Universidade Nacional Australiana, Dr. Jochen Liske do Observatório Real de Edinburgh, Dr. Nicholas Cross da Universidade Johns Hopkins, Professor Warrick Couch da Universidade de New South Wales em Sydney, e Dr. David Lemon da Universidade St. Andrews University. O estudo, considerado dez vezes mais preciso que os anteriores, foi uma parte da maior pesquisa mundial sobre as galáxias, a Pesquisa Redshift do Campo Galático de Dois Graus. A equipe não contou as estrelas fisicamente. Ao invés, eles usaram os telescópios mais potentes do mundo para contar todas as galáxias em uma região do universo e então estimaram quantas estrelas cada galáxia continha medindo seu brilho. Então eles extrapolaram esses números para todo o universo visível através de telescópios. Este número massivo, claro, provavelmente cubra somente um pequeno percentual das estrelas reais.
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A Bíblia diz que as estrelas diferem em glória (1 Cor. 15:41). "J. Bayer, em 1603, inventou um método ou sistema para indicar seu brilho ou magnitude. Nenhum astrônomo hoje nega este fato. As estrelas, agora se sabe, diferem em tamanho, cor, luz emitida, densidade e calor. Nosso sol, que é uma estrela, é mais de 1.000.000 vezes maior que nossa terra, e ainda há algumas estrelas no mínimo um milhão de vezes maior que nosso sol e algumas menores que o planeta Mercúrio (Manual Mundial da Bíblia)
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Como pode aquele Livro maravilhoso, escrito milhares de anos atrás e por homens com conhecimento científico muito limitado, estar tão à frente do melhor que a humanidade pode produzir em 6000 anos? Para compreender o quão maravilhoso aquele Livro é, compare com o que os cientistas ensinavam quando ele foi escrito. Eles criam que os raios fossem projéteis lançados pelos deuses. O Vedas (livro sagrado hindu) ensinava que, para conseguir chuva, bastava se amarrar a uma árvore um sapo de boca aberta e repetir algumas palavras mágicas - e presto - chuva! Os egípcios acreditavam que estrelas eram as almas dos mortos que agora tinham se transformado em deuses.

Os gregos acreditavam que um deus chamado Atlas sustentava a terra sobre seus ombros. Alguns ensinavam que a terra repousava sobre as costas de vários elefantes grandes (muito grandes!). E os elefantes estavam apoiados sobre as costas de uma tartaruga grande (muito, muito grande!) E a tartaruga? Estava apoiada sobre uma cobra grande (muito, muito, muito grande!) E a cobra? Bem, você já tem a idéia. Mas aquele Livro maravilhoso não contém nada tão tolo! Apesar do que era ensinado e crido [pelos cientistas] durante os dias dos escritores! Aquele Livro maravilhoso diz: “E Moisés foi instruído em toda a ciência dos egípcios...” (At 7:22), todavia “a mitologia e as superstições” do Egito de modo algum estão em nenhum dos livros escritos por Moisés!

De fato, depois de 6000 anos de “descobertas e avanços” – a bíblia pode se erguer ao lado dos mais avançados livros disponíveis na medicina, na ciência e na história! Um assunto que separa aquele Livro maravilhoso de qualquer outro livro é profecia. Nenhum outro livro prevê o futuro como este faz. Suas profecias são absolutamente precisas. Muitas vezes elas foram dadas centenas e até mesmo milhares de anos antes dos acontecimentos. E, sem exceção,... Elas foram cumpridas – até seus menores detalhes! Uma profecia em Ez 26:1-6 diz: "... veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: ... Eis que eu estou contra ti, ó Tiro, e farei subir contra ti muitas nações ... Elas destruirão os muros de Tiro, e derrubarão as suas torres; e eu lhe varrerei o seu pó, e dela farei uma penha descalvada, no meio do mar virá a ser um enxugadouro das redes; porque eu o falei, diz o Senhor DEUS ..."

Três anos depois, Nabucodonozor da Babilônia cercou Tiro. Mas, antes que ele chegasse, o povo de Tiro escapou para uma ilha, distante da praia cerca de oitocentos metros. Depois de treze anos de cerco, os babilônios "destruíram os muros de Tiro" e "derrubaram as suas torres", destruindo a cidade que ficava no continente. Por aquele tempo, as pessoas que tinham escapado tinham reconstruído a cidade de Tiro sobre a ilha. E porque Nabucodonozor não tinha marinha, a cidade na ilha permaneceu intocada. Muito embora Nabucodonozor tenha destruído a cidade, ele não cumpriu totalmente a profecia de Ezequiel.

Mas, 250 anos depois, os soldados de Alexandre, o Grande, tomaram o monturo (que a destruição por Nabucodonozor tinha deixado), "varreram o seu pó" (a madeira, a rocha e o restolho da antiga cidade de Tiro, destruída), e construíram uma estrada feita de aterro, alta como "o topo de uma rocha". Eles marcharam sobre a estrada de aterro de entulho, para chegar até a ilha, e a destruíram. Hoje, se você viajar até o local da antiga Tiro – verá pescadores "espalhando as suas redes" para secá-las, sobre o local onde a grandiosa Tiro tinha existido! Exatamente, como Ezequiel tinha profetizado em torno do ano 586 a.C.! Mais de 2500 anos antes que acontecesse!

Existem mais de 300 profecias cumpridas na pessoa de Jesus Cristo. Aquele Livro maravilhoso tem muitas profecias que foram escritas milhares de anos antes de Jesus ter nascido! Profecias exatas e detalhadas tais como: onde Ele nasceria (Miquéias 5:2), como Ele nasceria (Isaías 7:14), como Ele morreria (Salmos 34:20), etc. E a história tem PROVADO, sem NENHUMA sombra de dúvida, que elas foram cumpridas EXATAMENTE como aquele Livro maravilhoso tinha profetizado, centenas de anos antes! Isto não é meramente evidência. É PROVA da inspiração da Bíblia por Deus, prova tão definitiva que o universo não é bastante grande para esconder sua evidência. Estes são uns poucos entre milhares de exemplos possíveis para provar, além de qualquer sombra de dúvida, que uma mão sobrenatural, muitíssima maior do que você ou eu podemos imaginar, estava guiando os homens que escreveram aquele Livro tão atordoantemente maravilhoso.

"Por detrás e por baixo da Bíblia, acima e além da Bíblia, está o Deus da Bíblia".
 




MURMURAÇÃO OU ADORAÇÃO?


INTRODUÇÃO

O presente artigo não ter por objetivo examinar e explicar cada ponto sobre lutas e tribulações, embora fale sobre isso. Seria necessário escrever um livro todo se quisesse discorrer sobre as razões pelas quais Deus permite as adversidades e sobre como devemos encará-las, utilizando diversos exemplos bíblicos.

Da mesma forma, ainda que este artigo fale sobre fé, ele não aborda tudo sobre a fé. Seria preciso, novamente, escrever um livro inteiro se quisesse abordar todas as formas e tipos de fé, sobre o que significa fé, como ela funciona, os seus efeitos e seus resultados, com profundo embasamento Escriturístico.

Este artigo, em especial, resume-se a mostrar como nós devemos usar a fé nas tempestades da vida, sem murmurar contra Deus, mas descansando nEle, mesmo naquilo que parece aos nossos olhos não ter nenhuma solução. O meu sincero desejo é que este artigo sirva para a edificação espiritual de todos vós que estão em Cristo.


A FÉ NO INVISÍVEL

“Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são comparáveis com a glória que em nós há de ser revelada” (Romanos 8:18)

O apóstolo Paulo escreveu dizendo que “vivemos por fé, e não por vista” (2Co.5:7). O escritor de Hebreus expressou a mesma ideia ao dizer que a fé é a convicção de coisas que “não se veem”(Hb.11:1) e a certeza das coisas que esperamos. Paulo foi além e escreveu:

“Ora, a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como também esperará? Mas, se esperamos aquilo que não vemos, com paciência o esperamos” (Romanos 8:24,25)

Por toda a Bíblia vemos declarações enfáticas de que as promessas e as respostas de Deus não são baseadas no mundo visível que temos a nossa volta. Ao contrário, a promessa garantida que temos é que a fé não é “por vista”, e que atua por meio de “coisas que não existem”. Um problema crônico do ser humano é que, em função de sua própria essência material, seja puramente materialista.

Esperamos alguma coisa com fé somente no caso desta fé estar sendo respaldada por evidências físicas e tangíveis. Não estou dizendo que Deus não pode jamais nos conceder tais evidências, mas este não é o método pelo qual Ele costuma agir. A nossa fé e esperança só é despertada quando não temos a nossa vista as evidências palpáveis daquilo que esperamos.

Suponhamos que você esteja com alguma doença, e para se tratar se atola de remédios e mais remédios que combatem a enfermidade. Será que esta pessoa estará praticando um ato real de fé ou estará simplesmente fazendo aquilo que qualquer pessoa do mundo faria? Evidentemente, o ímpio tomaria as mesmas decisões suas e teria a mesma esperança, baseando-se nas evidências físicas de que o remédio ajuda a curar o enfermo.

Definitivamente não sou contra que o cristão faça uso de remédios em última instância, mas a oração deve ser sempre o primeiro caminho para receber a cura. Diferentemente dos remédios, a oração não lhe traz alguma evidência tangível de que você pode ser curado. Ao orar, você não engole cápsulas, não lê bulas, não bebe nada, não ingere nada fisicamente que pode lhe assegurar a cura. Então, como é que você crê que será curado por meio da oração? Através da fé! A fé legítima!

Vamos dar outro exemplo prático, desta vez na área sentimental. Imagine que você gosta de alguém genuinamente cristão, que coloca essa pessoa diante de Deus nas suas orações, sabe que este alguém tem caráter e personalidade verdadeiramente cristã e que vive no caminho da santidade e consagração a Deus.

Se este alguém dá todas as evidências lógicas de que gosta mesmo de você (através do olhar, da fala, das atitudes diferentes, etc), que tipo de “fé” você deveria ter? Ora, até o iníquo crê que alguém gosta dele quando tem todas as evidências disso! Mas quando esperamos com fé – mesmo sem estar respaldado por evidência alguma – aquilo que não vemos, com paciência esperamos e vemos a vontade de Deus agir naquela situação.

Ou tome como exemplo o Paraíso, o nosso lar eterno. Alguma vez você já foi arrebatado ao terceiro céu e teve a comprovação de que Deus e o Céu realmente existem? Alguma vez você viu Deus descer dos céus rasgando as nuvens e dizendo: “Eu sou Deus, me adorem”!? Alguma vez um anjo já desceu dos céus e apareceu a você dizendo que você será comprovadamente salvo? Provavelmente, não!

Então, como é que sabemos com certeza absoluta de que Ele voltará e nos levará com Ele para o Seu Reino Celestial? Através da fé, que é a convicção daquilo que não vemos! É claro que temos fortes evidências que atestam a veracidade da Bíblia e a existência de Deus, mas tais argumentos jamais levariam um descrente a ter certeza absoluta da veracidade da mensagem do evangelho. O máximo que faria seria levá-lo a ter “50%”, “70%” ou “95%” de certeza; mas a certeza absoluta e indiscutível, é só Deus quem dá, através da fé!

Por todos os lados vemos situações ao nosso redor em que estes e muitos outros exemplos podem ser aplicados sem erro. Não cabe aqui detalhar cada um deles, mas sim mostrar que eles serão sim solucionados, mas não através da nossa lógica argumentacional humana, mas através do poder da fé que destrói muralhas. Porque “Deus fez louca a sabedoria deste mundo” (1Co.1:20).

Paulo ainda diz que não conhecemos verdadeiramente a Deus somente por meio da nossa inteligência humana (1Co.1:21). Ao contrário, a mensagem da cruz é loucura para aqueles que querem argumentar por este meio (1Co.1:23). Em toda e qualquer situação que enfrentarmos, devemos fazer uso da fé, ou então sofreremos o fracasso em alcançar o objetivo e muitas vezes acarretaremos em muitos sofrimentos para nós mesmos.

A fé pode ser definida como a convicção no nosso espírito acerca daquilo que é a vontade de Deus para nós, independente de quanta evidência física existe ao nosso redor ou na determinada circunstância que enfrentamos. Por exemplo, se as evidências exteriores o levam a 80% de certeza acerca de determinado ponto da fé ou de sua própria vida, a fé lhe faz chegar a uma convicção absoluta – 100% de certeza.

Se as evidências exteriores lhe deixam duvidoso, com 50% de certeza, a fé lhe traz 100% de certeza. E ainda que você não veja absolutamente nenhuma evidência ao seu redor, ou mesmo veja evidênciascontrárias, a fé lhe traz esta total confiança mais uma vez!

Independentemente do tanto provável que seja pela lógica, nunca alcançaremos por meio dela a segurança absoluta, pois sempre teremos em mente aquela dúvida inquietante, ainda por menor que ela seja, e esta dúvida não sairá da nossa cabeça a não ser por meio da fé! Você ficará sofrendo por causa desta dúvida ou temor; quando, na realidade, poderia já descansar inteiramente em Deus, através da fé. É isso o que significa as repetidas menções bíblicas sobre o “descansar em Deus”(Sl.37:7; Sl.62:5).

Não significa ficar literalmente descansando, parado, sem fazer nada e sem buscar a Deus. Não significa uma passividade absoluta em que não tomamos atitude nenhuma em momento nenhum. Significa, antes, que essa fé que teremos será tão grande, mas tão grande, que já não ficaremos mais preocupados nem perturbados com coisa alguma.

Não ficaremos mais sofrendo em função de incredulidade onde poderíamos colocar nossa fé em ação; não ficaremos mais inquietados com os problemas e adversidades. Simplesmente aplicaremos a fé, que significa a convicção absoluta de que a promessa vai acontecer e o tempo de Deus vai chegar. Quando você é tomado por esta convicção absoluta, não mais tem razões para quebrar a cabeça com aquele problema que antes o deixava abalado.

Na verdade, ficaremos tão confiantes em Deus que estaremos “descansando” nele, sem nos preocuparmos com aquelas coisas que antes nos tiravam do sério. Confiaremos tanto nEle que não mais teremos em mente aquela adversidade, tribulação, provação ou tentação. Deixaremos essas coisas com Deus e ficaremos como que “descansando” – sem se perturbar com aquilo.

Sabemos que em todas as coisas podemos confiar em Deus e que em todas as coisas somos mais que vencedores. Mas as pessoas precisam urgentemente aprender o que realmente significa sermos “mais que vencedores”. Paulo não estava advogando uma teologia super-triunfalista, e nem tampouco é possível ser mais que vencedor no sentido de “vencer duplamente”, pois ou você vence, ou não vence!

Quando ele fala sobre ser mais que vencedor, está dizendo que não apenas venceremos a luta que estamos passando, mas que ao final dela veremos que Deus fez mais do que isso – que Ele terá tratado com o nosso caráter, nos moldado, lapidado e aperfeiçoado, para sermos mais parecidos com Jesus, firmados sobre um firme e sólido alicerce que estabelece a nossa fé. Isso é ser “mais que vencedor”: é vencer a luta e sair dela transformado!

Paulo escreve sobre o nosso aperfeiçoamento espiritual nas tribulações, da seguinte maneira:

"Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu" (Romanos 5:3-5)

Paulo se gloriava nas tribulações, pois sabia que Deus usa elas para gerar em nós maturidade espiritual, que não teríamos se tudo estivesse as mil maravilhas. Da mesma forma, o apóstolo afirma algo ainda mais profundo aos filipenses:

"Pois a vocês foi dado o privilégio de não apenas crer em Cristo, mas também de sofrer por ele"(Filipenses 1:29)

Note que tanto o "crer" quato o "sofrer" devem ser encarados como um privilégio, se este sofrimento em questão for do propósito de Deus a fim de operar em nós transformação e crescimento espiritual. Deus, portanto, não apenas irá nos dar a vitória sobre esta tribulação quando ela chegar ao fim, mas também no meio dela estará realizando o Seu desígno em nossas vidas, gerando amadurecimento espiritual.

Muitas pessoas analizam a vitória apenas no prisma de onde ela termina, deixando de ver todo o processo de crescimento que é gerado no meio da provação, onde a nossa fé mais é testada e colocada em prática, e quando mais oramos e perseveramos na oração.

Este importante processo de aperfeiçoamento no meio das lutas também deve ser encarado como "vitória", pois fez de você um cristão mais genuíno, refinado pelo fogo e provado ser mesmo servo de Deus. Qualquer um consegue servir a Deus quando tudo está em paz ao seu redor. Os verdadeiros cristãos só são revelados através da prova do fogo: as provações. Nelas que os genuínos cristãos são revelados para a glória de Deus:

"Assim acontece para que fique comprovado que a fé que vocês têm é muito mais valiosa do que o ouro que perece, mesmo que refinado pelo fogo, é genuína e resultará em louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo for revelado" (1 Pedro 1:7)

Se apenas “vencermos” a luta no fim, isso não significará nada além daquilo que em si mesmo significa. Por exemplo, se você está com sérias dificuldades financeiras e Deus supre as suas necessidades, isso não traz renovação ao seu caráter e nem tampouco o faz mais cristão. Você simplesmente terá vencido aquela adversidade, mas na prática a sua vida espiritual estará empacada no mesmo estágio que antes.

Mas se Deus usa essa aparente tribulação para moldar o seu caráter de alguma forma, você verá que no fim não apenas teve vitória sobre aquilo, como também teve mais que simplesmente isso: teve o aperfeiçoamento do “homem interior”, cresceu de “glória em glória” (2Co.3:18), se solidificando na fé. Portanto, você saiu da guerra mais do que simplesmente com a vitória dela!


MURMURAÇÃO OU ADORAÇÃO?

Um outro ponto importante a ser ressaltado é quando o apóstolo Paulo traça um paralelo entre o que acontece conosco hoje e o que ocorreu com os israelitas no deserto, durante quarenta anos:

“Porque não quero, irmãos, que vocês ignorem o fato de que todos os nossos antepassados estiveram sob a nuvem e todos passaram pelo mar. Em Moisés, todos eles foram batizados na nuvem e no mar. Todos comeram do mesmo alimento espiritual e beberam da mesma bebida espiritual; pois bebiam da rocha espiritual que os acompanhava, e essa rocha era Cristo. Contudo, Deus não se agradou da maioria deles; por isso os seus corpos ficaram espalhados no deserto. Essas coisas ocorreram como exemplos para nós, para que não cobicemos coisas más, como eles fizeram. Não sejam idólatras, como alguns deles foram, conforme está escrito: "O povo se assentou para comer e beber, e levantou-se para se entregar à farra". Não pratiquemos imoralidade, como alguns deles fizeram — e num só dia morreram vinte e três mil. Não devemos pôr o Senhor à prova, como alguns deles fizeram — e foram mortos por serpentes. E não se queixem, como alguns deles se queixaram — e foram mortos pelo anjo destruidor. Essas coisas aconteceram a eles como exemplos e foram escritas como advertência para nós, sobre quem tem chegado o fim dos tempos. Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia!” (1 Coríntios 10:1-12)

Paulo afirma que tudo aquilo que ocorreu com o povo hebreu naquela época serve como exemplo a não ser seguido por nós atualmente. Mas por que ele diria isso? Simplesmente porque temos atendência de seguirmos os péssimos exemplos deles em nosso dia-a-dia. Cabe, agora, discorrermos acerca do que fez com que os israelitas não herdassem a promessa da terra prometida.

Vemos que aquele povo cometeu inúmeros pecados, de inúmeras espécies: adoraram um bezerro de ouro, se entregaram a “farra” (imoralidade sexual), foram desobedientes, e cometeram todos os tipos de pecados abomináveis aos olhos do Senhor. Mas, de tudo isso, o que realmente fez com que eles não entrassem na promessa foi uma coisa chamada: murmuração. Por dez vezes os israelitas tentaram a Deus no deserto, murmurando ao invés de esperarem com fé em Deus:

“No entanto, juro pela glória do Senhor que enche toda a terra, que nenhum dos que viram a minha glória e os sinais miraculosos que realizei no Egito e no deserto, e me puseram à prova e me desobedeceram dez vezes — nenhum deles chegará a ver a terra que prometi com juramento aos seus antepassados. Ninguém que me tratou com desprezo a verá” (Números 14:21-23)

O que mais me impressiona em tudo isso, não é somente o fato daquele povo murmurar tanto, mas sim que eles contemplaram com os próprios olhos os maiores milagres que já existiram na história da humanidade.

Imagine ver o Mar Vermelho se abrir diante de você e se fechar exatamente quando os egípcios tentavam fazer o mesmo; imagine contemplar as dez pragas vindas sobre o povo do Egito sem atingir sequer um só do seu povo; imagine ver uma coluna de nuvem o guiando de dia e uma coluna de fogo o guiando todas as noites; imagine ver maná caindo literalmente do céu todos os dias durante quarenta anos para trazer alimentação sustentável a toda uma nação inteira com 3 milhões de pessoas; imagine alguém bater na rocha e sair água para toda a nação; imagine contemplar as águas amargas transformando-se imediatamente em águas saudáveis para o povo beber. Imagine ver todas essas coisas diante dos seus olhos e, mesmo assim, só fazer três coisas diante disso: murmurar, murmurar e murmurar mais!

Vamos fazer uma analogia mais prática para os dias de hoje. Imagine que você é uma mãe e que trata o seu filho da melhor maneira possível. Ele não faz nada por você, mas você dá a sua vida por ele. Você dá a melhor educação, o melhor colégio, as melhores roupas, a melhor alimentação, dá o melhor do que existe na terra, concede atenção especial todos os dias, ora e intercede sem cessar por ele, entra em todas as suas causas para ajudá-lo, e praticamente que não vive a sua própria vida para viver a vida dele.

O que, então, que você esperaria deste seu filho? Reciprocidade! Você espera receber o mesmo amor, e que ele esteja com atitude de ação de graças por tudo o que você faz por ele. Ainda que venha pela frente alguma situação turbulenta, você espera que ele confie que você está tendo o controle de todas as coisas, e que não irá desampará-lo nunca.

Mas, ao invés de tudo isso, este seu filho apenas reclama e murmura contra você. Ele a agride fisicamente, moralmente e de todas as formas tenta denegrir a sua imagem. Não é agradecido por nada, nem tampouco reconhece aquilo que você faz por ele. Apenas murmura. Como você agiria com um filho assim? Certamente que não teria tanta paciência quanto a paciência que Deus teve para com o povo israelita.

Eles tiveram tribulações e adversidades pela frente? Certamente que sim. Mas, diante de todos os milagres e maravilhas que contemplavam a sua frente, bastava que colocassem a fé em Deus – sem murmurar com coisa alguma – confiando na soberania e fidelidade dEle para com você. Se Deus havia chegado ao ponto de abrir até o Mar Vermelho para eles, certamente que dar o que comer não seria de dificuldade nenhuma!

Conosco ocorre muitas vezes exatamente a mesma coisa. Se você prestar bem atenção ao seu redor, verá que Deus está operando grandes feitos em seu favor. Ele não apenas lhe concedeu a vida, como também a sustém. Dá-lhe o que comer, dá o que vestir, dá uma vida digna. Ele não apenas lhe sustém em suas necessidades mais básicas, mas, muitas vezes, faz muito mais que isso.

Ele concede dons espirituais, concede o seu favor, intervém de todas as maneiras para que todas as coisas colaborem juntamente para o bem daqueles que O amam, atende e responde as orações que estão de acordo com a Sua vontade e, o mais importante de tudo: ele deu o seu próprio Filho unigênito para que nós pudéssemos ter vida eterna através dele.

E, mais que isso, Ele nos prometeu que “ainda que uma mãe se esqueça do seu filho, contudo eu não me esquecerei de ti” (Is.49:15). E também: “jamais te deixarei; nunca o desampararei” (Hb.13:55). Tudo o que precisamos é ter fé que Deus honrará com a Sua Palavra e que não irá nos abandonar nunca. Não termos esta atitude seria o mesmo que duvidarmos que Deus é Deus o suficiente para honrar com as suas promessas, o que não é apenas incredulidade, mas também uma afronta ao caráter de Deus.

Diante de tudo isso, qual é a nossa atitude? Muitas vezes é de que, na primeira tribulação, luta ou dificuldade que enfrentamos, só fazermos aquelas mesmas três coisas que os israelitas faziam no deserto: murmurar, murmurar e murmurar mais!

A nossa verdadeira atitude diante das lutas, tribulações e perseguições deve ser a mesma que Paulo e Silas tiveram em Atos 16, enquanto estavam encarcerados em uma prisão romana. Aquelas prisões, em especial, eram muito piores que as dos dias de hoje. Amarravam-se os pés dos aprisionados, os presos não podiam se mexer, o local era repleto de ratos e outros bichos, e, para piorar a situação, Paulo e Silas não estavam presos por fazer o mal a alguém, mas por pregar o evangelho!

Imagine, nestas circunstâncias, a atitude de muitos crentes dos dias de hoje. Muitos estariam dizendo:“Eu sou servo de Deus, estou pregando o evangelho, e ainda é deste jeito que Deus me retribui? Agora então eu não vou buscar a Deus de jeito nenhum! Chega desta vida!”. Mas, diferentemente, qual foi a reação de Paulo e Silas, que deve servir de exemplo para nós?

Eles, em plena meia-noite, estavam orando e louvando a Deus em voz alta, diante de todos os outros presos! E, então, qual foi a reação de Deus? Um violento terremoto, que abalou os alicerces da prisão e libertou Paulo e Silas da cadeia. E o acontecimento não resultou somente na libertação de Paulo e Silas, mas também na conversão do carcereiro e de toda a sua família. Isso sim que é adorar a Deus nas dificuldades!

Note que Deus não interviu diretamente no sentido de impedir que Paulo e Silas não fossem à prisão. Tampouco Ele lhes libertou quando chegaram lá. Ele só deu a vitória quando viu a reação de Paulo e Silas, que foi de adoração, e não de murmuração! Se Paulo e Silas tivessem ficado quietos ou murmurado, provavelmente a história seria bem diferente.

Da mesma forma acontece conosco. Ao passarmos por tribulações, devemos confiar em Deus e adorá-Lo. Devemos perseverar sempre na oração, como Cristo nos ensinou em Lucas 18:1-8:

“Então Jesus contou aos seus discípulos uma parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar. Ele disse: Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus nem se importava com os homens. E havia naquela cidade uma viúva que se dirigia continuamente a ele, suplicando-lhe: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário’. Por algum tempo ele se recusou. Mas finalmente disse a si mesmo: ‘Embora eu não tema a Deus e nem me importe com os homens, esta viúva está me aborrecendo; vou fazer-lhe justiça para que ela não venha me importunar’ . E o Senhor continuou: Ouçam o que diz o juiz injusto. Acaso Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite? Continuará fazendo-os esperar? Eu lhes digo: ele lhes fará justiça, e depressa. Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” (Lucas 18:1-8)

O que Jesus nos ensina nesta parábola é sobre o dever de orar sempre e nunca desfalecer, ainda que pelas circunstâncias nada pareça melhorar para o nosso lado. Assim como aquele juiz não queria a princípio atender ao pedido da viúva, assim também muitas vezes parece aos nossos olhos que Deus está distante ou que não quer nos responder, ainda que Ele esteja sempre disposto a isso.

Se até mesmo aquele juiz injusto atendeu ao pedido da viúva, porque perseverou na oração sem murmurar, quanto mais o próprio Deus atenderá aqueles que clamam a Ele noite e dia! O que Ele deseja de nós é que O adoremos ao invés de murmurarmos contra Ele. Então, Ele vem nos fazer justiça, pois Ele mesmo prometeu que:

“Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta. Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir peixe, lhe dará uma cobra? Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem!” (Mateus 7:7-11)

Receberemos as bênçãos do Senhor, mas somente depois que pedirmos, buscarmos e batermos na porta com persistência. Então, e somente então, veremos as respostas e a provisão divina. Mas, se murmurarmos, estaremos regredindo na fé, e não veremos mudança alguma no quadro problemático em que estamos inseridos; ao contrário, a tendência é piorar mais! Colocar a culpa em Deus é desistir das promessas divinas!

Deus é a única pessoa que pode nos salvar daquela situação. Mas, se murmurarmos ou fazermos guerra contra Ele, estaremos na prática nos rebelando contra a única pessoa que nos poderia salvar! Quem, então, iria nos salvar, se estamos contra o próprio Deus? A Palavra do Senhor atesta que, “se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm.8:31).

Mas o inverso também é verdadeiro. Se você fica contra Deus em alguma situação, quem é que vai o ajudar? Você, ao brigar com Deus, não ganha nada com isso e ainda perde o único aliado e Salvador que lhe poderia dar a vitória. Fará exatamente aquilo que Satanás mais quer ver de você e aquilo que ele mais vive a fazer: lançá-lo contra o próprio Deus a quem você deveria amar acima de todas as coisas.

Jesus parece esclarecer no verso 8 daquela mesma parábola mostrada acima, o motivo pelo qual nos últimos dias as pessoas buscarão, mas não encontrarão:

“...Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” (Lucas 18:8)

Em outras palavras, Jesus está dizendo: “Sabe por que vocês, dos últimos dias, leem essa parábola, mas não conseguem fazer dela uma realidade para a vida de vocês? Porque falta-lhes a fé”! A fé é o elemento mais fundamental para se obter a resposta nas orações. Muitas pessoas reclamam que não veem na vida delas os milagres que Deus prometeu na Bíblia. Reclamam que oram, mas não veem resultados. Que buscam, mas não encontram, que batem e a porta não lhes é aberta.

O que Jesus diz sobre os últimos dias em que nós vivemos é exatamente uma resposta para a indagação de muitos. Porventura encontrará ele fé na terra? A resposta implícita é não. Muitas vezes nós temos até certa esperança de sermos salvos ou de ganharmos alguma coisa de Deus. Alguns creem em Deus para tribulações menores.

Contudo, quando chegam as grandes tempestades e as situações extremas em que a verdadeira fé deveria ser revelada, eles deixam de crer no Deus que é poderoso para fazer o impossível se tornar realidade em sua vida. Creem até certo ponto, mas desistem quando Deus começa a exigir delas a perseverança. E é aí que elas começam a jogar a culpa delas em Deus, brigar e murmurar contra Ele, culminando com o fim da possibilidade de vitória.

O que Deus faz com quem é agradecido a Ele, e que persevera mesmo em meio ás lutas? Faz herdar a terra prometida! Mas o que Ele faz com aqueles que, diante das mesmas situações, apenas murmura, sem dar glória a Deus mesmo nas dificuldades? Exclui da promessa que Ele tem para cada um de nós.

Ele diz em Sua Palavra que não tem prazer em ver a morte do ímpio, e que seu maior desejo é que todos tenham a vida eterna (1Tm.2:4). Ele também afirma que tem planos de paz para nós, e não de guerra (Je.29:11), que tem planos de bem, e não de mal (Je.29:11). Mas isso não é uma atitude unilateral da parte de Deus. Se assim o fosse, todo mundo seria salvo e não haveria qualquer problema no mundo.

O que Deus espera de nossa parte é uma correspondência para com o amor dEle. O que mais esperamos de quem nós amamos? De sermos correspondidos neste amor. O que Deus espera em Seu amor por nós? Que murmuremos? Que deixemos a fé de lado? Que coloquemos Deus “contra a parede”? Absolutamente... não!

O que Deus espera de nós é uma recíproca de fé e amor. Amor a Deus que resulta em boas obras e busca a Deus através da oração, do louvor e da leitura bíblica. E fé em Deus para não desistirmos quando enfrentamos a primeira luta que vier, ou o primeiro desastre que aparecer. Deus espera perseverança até o fim (Mt.24:13), mas para perseverarmos até o limite, temos que ter fé que Deus não deixará que morramos na praia.

Na parábola do semeador, Jesus conta sobre quatro grupos de pessoas. Aqueles que ouvem a palavra de Deus mas imediatamente o maligno a tira do coração. Trata-se daquelas pessoas que ouvem uma pregação, mas não dá cinco minutos para esquecê-la, e não leva aquela mensagem em frente, na prática. O segundo grupo de pessoas são aquelas que desistem na hora da provação, embora no início a guardem com grande ânimo e vontade.

Não adianta apenas ter uma boa intenção para com o evangelho, achar Jesus um “cara legal” ou começar a mil por hora a corrida da fé. O que Deus espera de nós é que continuemos essa corrida até o fim, superando todos os obstáculos (tribulações) em atitude de fé, e não de murmuração. Pois essas pessoas apenas começam a corrida, mas não a terminam.

E a razão? Simplesmente desistem quando veem alguma adversidade pela frente. Igualzinho os israelitas do deserto! O terceiro grupo de pessoas trata-se daquelas que, como no grupo anterior, também acatam a palavra no início, mas desistem não somente por causa das lutas, mas principalmente por causa dos prazeres desta vida.

Acabam ganhando muito dinheiro e ficando gananciosas, querendo cada vez mais, e colocando o dinheiro acima do próprio Deus. Acabam sendo sufocados por jogos de computador, facebook, msn, televisão e mais um monte de entretenimentos que desviam os nossos olhos de Cristo e deixam-nos de buscar a Deus para buscarmos essas coisas. Acabam sendo sufocados, e deixam de buscar a Cristo. Deixam de buscar "o reino de Deus e a sua justiça em primeiro lugar" (Mt.6:33); preferem cuidar das suas atividades do que ficar aos pés de Cristo (cf. Lc.10:38-42).

E, finalmente, o quarto grupo de pessoas são aquelas que ouvem a palavra de Deus com alegria, não desistem na hora da provação, vencem as tentações que vem sobre elas, não são sufocadas pelos prazeres e entretenimentos desta vida, e perseveram até o fim rumo à coroa da glória.

Com qual destes grupos você mais se identifica?

Dos murmuradores, ou dos adoradores?