Deus Não Deve Nada!
Poucos meses atrás, Márcia de Chiara escreveu no Estadão: “Em quatro anos, o endividamento do brasileiro cresceu quase 70% na relação com o número de salários recebidos. Entre cheque especial, cartão de crédito, financiamento de veículos, crédito pessoal e empréstimos imobiliários com recursos livres, o consumidor devia dez meses de salário em setembro” (O Estadão, 22/11/2008). Sem entrar nas implicações legais e éticas desta realidade, todos nós entendemos um princípio: quem deve tem obrigação de pagar. Tomou emprestado? Deve retribuir o valor.
Foi exatamente este princípio que Deus usou quando disse: “Quem primeiro me deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu” (Jó 41:11). Deus não tomou emprestado e não deve nada a ninguém!
Este fato pode ser chocante para a nossa sociedade egocêntrica na qual muitos apontam dedos acusadores para o céu e desafiam o Criador: “Como Deus pode fazer isso ou deixar acontecer aquilo?” Ou então: “Eu não aceito um Deus que pensa deste jeito ou age daquela maneira”. É muito comum ouvir pessoas atribuir a Deus suas próprias opiniões de como as coisas devem ser, mesmo contradizendo claras afirmações feitas pelo Senhor nas Escrituras.
O que Deus disse para Jó é uma das lições mais importantes para qualquer um de nós. A mensagem básica das palavras divinas nos últimos capítulos de Jó foi bem simples e direta. Em outras palavras, Deus olhou para Jó e disse: “Eu sou Deus, e você é homem. Lembre-se disso, e tudo dará certo!”
Nós precisamos lembrar da mesma coisa. As decisões de Deus não precisam passar pela peneira do raciocínio humano. Ele não precisa fazer o que eu acho certo, e não precisa me convencer dos seus motivos. Ele não me deve nada. Ele é Deus, e eu sou um mero homem. Como preciso lembrar disso!
- por Dennis Allan


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